OPINIÃO

A crise entre o governador Rui Costa e sua base histórica, PSB e PCdoB, chegou ao auge neste final de semana, com o fechamento da chapa majoritária que deixa praticamente de fora os velhos companheiros do PT baiano.

Na composição acertada entre Rui e Otto, a senadora Lídice da Mata (PSB) é descartada, dando lugar ao deputado estadual Ângelo Coronel (PSD) na disputa ao senado. De consolo, Lídice recebe apenas o ‘conselho’ de disputar uma vaga na câmara federal, uma humilhação inaceitável para uma política com o currículo e história de luta da socialista.

Para os comunistas do PCdoB, restou apenas a possibilidade de uma vaga de suplente de senador para seu presidente Davidson Magalhães, maior aliado histórico do PT e amigo de Rui. Sem representatividade, a tendência do PCdoB baiano é desaparecer do cenário político, por ‘decreto’ de Rui.

Assim como o velho ACM, nos seus tempos de glória, Rui comanda tudo com mão de ferro, decidindo sozinho o destino político dos seus fiéis e dependentes seguidores, no estilo clássico dos coronéis da velha política baiana. Só que ACM não deixava seus aliados a ver navios.

Otto é outro que conhece bem esses velhos métodos.

Por Davi Ferraz