No quarto dia de protestos com graves transtornos à população e que deixaram o país refém dos caminhoneiros, o governo anunciou um acordo no qual fez concessões aos pedidos da categoria em troca de uma trégua de apenas 15 dias.

Mesmo assim, nem todos os representantes do movimento assinaram o documento. O principal porta-voz dos grevistas nos últimos dias, a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam) não concordou com os termos propostos.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, minimizou a falta de consenso e disse que o governo se reunirá novamente com os representantes da categoria dentro de 15 dias.

Ao longo do dia, houve sinais de caos, com desabastecimento, disparada de preços de produtos, falta de combustível em aeroportos e escassez de remédios em várias cidades do país.

– Nós hoje cedemos em tudo que foi solicitado — resumiu Padilha, que estimou a normalização do abastecimento no país até o fim da semana.

O acordo fechado após reunião que se estendeu até a noite de ontem entre governo e caminhoneiros prevê que a alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel este ano será zerada. A principal mudança, porém, é que a redução de 10% nos preços do diesel, anunciada na quarta-feira pela Petrobras, será mantida por 30 dias. //O Globo