Convenção Nacional do PSDB em Brasília. Na foto, Geraldo Alckmin, Sérgio Guerra, Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e José Serra/ Foto: André Coelho/Agência O Globo.

A fila andou no PSDB e Aécio Neves sai na frente
 

 

Blog do Josias

Realizou-se neste sábado (28), em Brasília, a convenção nacional do PSDB. Encontro divertido. Muito parecido com uma reunião de família. A José Serra foi reservado o papel de tiozão chato. Muita gente talvez preferisse não convidá-lo. Mas –que remédio?— ele é da família. Ninguém sabe muito bem como tratá-lo. Os mais jovens, como Aécio Neves, esforçam-se para não rir das esquisitices dele.

Os mais velhos, como FHC, dispensam a Serra uma tolerância respeitosa que a maioria acha que ele não merece. Todo mundo, jovens e velhos, cuidam para que o tiozão não escandalize as visitas com novas histórias sobre suas aventuras presidenciais.

A discussão sobre o rateio dos lugares na mesa atrasou o início da festa em família por mais de três horas. Se deixassem, Serra se aboletaria na cabeceira. Preferiu-se reacomodar Sérgio Guerra na presidência. Se permitissem, o tiozão tomaria conta do Instituto Teotônio Vilela. Reservou-se a cadeira para um desafeto dele: Tasso Jereissati. Se descuidassem, Serra distribuiria outros assentos vistosos entre os que ainda vêem graça nele. De novo, conseguiu-se evitar.

Na secretaria-geral, poltrona mais importante depois da do presidente, manteve-se Rodrigo de Castro (MG), do ramo mineiro da família. Alberto Goldman, o preferido de Serra, foi mandado a um canto invisível da mesa, a vice-presidência. Por fim, empurrou-se o tio Serra para fora da mesa principal. Foi alojado num puxadinho, a presidência de um conselho político.

Torce-se para que Serra se divirta nos próximos dois anos administrando o nada. Se funcionar, a família só terá o trabalho de recebê-lo com educação protocolar na próxima reunião, marcada para 2013.