ITAPETINGA: Muita gente fica a se perguntar por que tanta disputa por uma secretaria sem muitos recursos, como a do Desenvolvimento Social. Os programas, dizem alguns, são quase todos do governo federal e as verbas são carimbadas. Será que isto dá votos? E por aí vai…

Na verdade, se dependesse dos programas assistenciais da Secretaria do Desenvolvimento Social, não daria sequer para eleger um vereador, mas há outro fator que algumas pessoas desavisadas não estão levando em conta e que é o real motivo de toda a cobiça pelo comando da Secretaria do Desenvolvimento Social: as 500 casas do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, que estão sendo construídas no “Piabão”. É aí que mora a cobiça e o perigo.

Não foi por outro motivo, podem ter certeza, que caiu a secretária Kelene (ou Cledilene) e que o PT de Marcão não quer largar o osso. Na outra ponta, estão os vereadores, assessores e correligionários fisiológicos do prefeito Zé Carlos, do tipo quero-quero, eu também quero, eu quero o meu, eu quero um tiquinho, eu quero um Monte e queira Deus, todos de olho nas casinhas que estão sendo construídas pelo Governo Federal e que podem render muitos votos e muita grana, se forem ‘partilhadas’ como eles querem.

Não foi por outra razão que a primeiríssima dama bateu de frente com a secretária Kelene, que resistiu até onde pode para não ceder à pressão dos políticos, todos de olho nas primeiras casas que foram entregues no Loteamento 12 de dezembro, também conhecido como “Brogodó”. Kelene acabou cedendo, mas cedeu pouco, para uma clientela de apetite voraz, que queria tudo. A futricada das madames do baixo escalão foi apenas o instrumento utilizado pelo prefeito e pelo PT, para fritar e derrubar a secretária.

Na próxima seleção dos contemplados para receberem as 500 casinhas do Piabão, outra disputa será travada, dessa vez entre as várias facções que dominam o grupo do prefeito, cada uma querendo mais que a outra. Vai ser briga de foice no escuro, com direito a queda de secretário(a), chilique de madame, bate-boca na câmara e nas rádios, e muito mais.

O ‘Q’ da questão é o ‘Q’ do quero, ou melhor, do queremos. Vamos ver até onde irá essa pouca vergonha.

Por DAVI FERRAZ

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