O que fez o deputado Roberto Carlos, do PDT, senão seguir os procedimentos de há muito generalizados na Assembleia Legislativa? Os “malfeitos” geraram malfeitores de há muito. A regra era e é simples: a famosa verba de gabinete que cada parlamentar recebe tem a serventia que a imaginação alcançar: contratar funcionários, trabalhem ou não, rateá-la com o maior número de funcionários de tal maneira que, juntos, não cabem nos espaços dos gabinetes, gerando, por consequência, os “fantasmas”, ou concentrá-los em número menor. Quando assim acontece remunera-os com salários maiores. A verba é fixa. Contratando oito, o deputado Roberto Carlos conseguiu a divisão dos pães, mas, quem prefere um maior número, passa a sacolinha  recolhendo parte da remuneração, algumas vezes mais do que a metade, de quem foi “beneficiado” com o emprego. Depende da voracidade do parlamentar ou, como dizem, os gastos efetuados nas campanhas eleitorais. Porque a explicação é a mesma: ajudar na campanha do partido.