A proibição legal de disputar uma reeleição por mais de uma vez não impede que políticos mudem seu domicílio eleitoral para concorrer ao posto de prefeito. Mas a justiça pretende acabar com a farra dos “prefeitos itinerantes”. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um projeto de lei que proíbe a mudança de domicílio eleitoral para políticos que buscam o terceiro mandato em outras cidades.

Em Minas Gerais, a prática é comum. O atual prefeito de Pirapora (Norte de Minas), Warmillon Fonseca Braga (DEM) é um exemplo. Ele completa, em 2012, 16 anos no cargo de prefeito (oito anos em Lagoa dos Patos e outros oito em Pirapora). Uma cidade fica a 100 km da outra. Braga, evidentemente, é contra a proibição. “Se o cara é bom gestor, ou que seja mal gestor, a população é que tem que avaliar. Quem tem que referendar é o eleitor”, diz.

Aos 44 anos de idade, Braga tem orgulho de se dizer o único prefeito de Minas Gerais com atuação ininterrupta de 16 anos. Ele conta que a “família sempre mexeu com política” e, por causa disso, ele também se envolveu. Uma irmã é vereadora há 29 anos em Lagoa dos Patos, mas pelo PDT. “Quando fui prefeito em Lagoa dos Patos a minha irmã foi a presidente da Câmara de Vereadores”, lembra ele. Informações do iG.