Comício-BB

As campanhas do PT da Bahia, incluindo a de Vitória da Conquista, onde a legenda governa há cinco gestões seguidas, estão sob suspeita de terem sido abastecidas com dinheiro supostamente desviado da estatal Petrobras.

Em depoimento à Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que as eleições para o governo estadual e para prefeituras do PT foram feitas com “a remessa de recursos da companhia para o Estado da Bahia, a fim de financiar o Partido dos Trabalhadores”.

A declaração pode respingar nas campanhas de 2014 dos deputados do PT de Vitória da Conquista, Waldenor Pereira (federal) e José Raimundo Fontes (estadual), pré-candidato às eleições municipais de 2016; e ainda na campanha de 2012 do prefeito Guilherme Menezes (PT).

Está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que as campanhas dos petistas nas últimas eleições foram beneficiadas com financiamento de empresas envolvidas diretamente no suposto esquema de desvio de verba da Petrobras: Odebrecht, UTC e OAS.

O dinheiro chegou a campanha dos deputados petistas por meio de doações das empresas feitas à campanha do governador Rui Costa.

Já a campanha de 2012 de Guilherme Menezes, recebeu, via comitê financeiro do partido, R$ 200.000 da UTC.

A assessoria jurídica do PT negou qualquer irregularidade nas contas de campanha, tanto do prefeito Guilherme quanto dos deputados.

“Não há o que questionar a licitude das doações. Os deputados não cometeram qualquer ilícito eleitoral ou ético, bem como a campanha de Rui Costa”, declarou. Aratu on Line

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