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Servidores contratados pelo Governo do Estado, que trabalham pelo regime do PST (Prestação de Serviço Temporário) em Itapetinga e região, passam o maior aperto e ainda aguardam (sentados, claro) uma definição do governo a respeito do pagamento dos salários atrasados desde abril.

O problema é velho conhecido dos funcionários de colégios estaduais em Itapetinga, Itororó, Potiraguá, Itarantim, Macarani e de outras cidades de todo o interior do Estado, mas o governo finge nada ver. Na Direc 14, onde a maioria dos PSTs da região estão lotados, a única informação que os contratados recebem é a de que devem esperar pacientemente, pois “todos já sabiam que todo ano é a mesma coisa, e quem não tiver paciência, que peça as contas”. Sem outra opção de trabalho, o jeito é esperar mesmo.

A situação do pessoal da limpeza e da merenda escolar, não só em Itapetinga, como de toda região, é de desespero, pois os contratados estão sem receber há 5 meses. Em Itapetinga e outros municípios, algumas escolas estão sem aulas, por conta de alguns funcionários que já paralisaram suas atividades. Em escolas importantes como o Alfredo Dutra, Colégio Modelo e Polivalente, falta pessoal para a limpeza das salas, corredores e dos banheiros, levando alunos e professores a se recusarem de comparecer às escolas da rede estadual.

Em Itapetinga, os contratados do PST já estão se mobilizando para paralisar todas as atividades, o que vai retardar, ainda mais, o já apertado calendário escolar.

Quando um absurdo desses acontece na iniciativa privada, não faltam acusações de que o trabalhador está sendo explorado e  mantido em ‘situação análoga à escravidão’. E isto aí, é o que mesmo?

Por Davi Ferraz

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