A compra de votos se configurou, sob a forma de “doação” de coletes aos mototaxistas

 

ITAPETINGA:  O que era para ser apenas a entrega de coletes para os mototaxistas, por pouco não se transformou em um ato político extemporâneo, patrocinado pelo grupo do prefeito, sob o pretexto de entregar aos mototaxistas mais chegados, os prometidos coletes exigidos pela Comutran.

Irritada com o foguetário comandado pelos cabos eleitorais do prefeito, a própria juíza eleitoral, Ana Karena Nobre, foi ao local do evento político e barrou a continuidade do comício, onde discursos inflamados já estavam acontecendo, à revelia da legislação eleitoral, que só permite o início da campanha a partir de 06 de julho.

A intenção da magistrada era evitar que a entrega dos coletes tivesse uma conotação política, com discursos inflamados por parte do prefeito municipal e dos secretários, razão pela qual proibiu o som e as falas no palanque.

“De acordo com a lei eleitoral não pode haver promoção pessoal dos pré-candidatos, principalmente do chefe do Executivo, que também é um pretenso candidato”, disse a juíza Ana Karena Nobre.

A própria ‘doação’ dos coletes, segundo a lei eleitoral, configura captação ilegal de votos e pode ser objeto de impugnação e cassação do registro da candidatura do prefeito, caso ela venha a se concretizar. Essa prática é comumente chamada de “compra de votos”. Isto a juíza não evitou, mas o crime eleitoral se concretizou, com a efetiva entrega dos coletes. Vai dar panos para mangas.

Reunião no Fórum

Com relação à campanha eleitoral, Ana Karena Nobre informou que no próximo dia 25 de maio acontece no fórum local, uma reunião com todos os representantes de partidos, para que seja assinado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), visando às eleições municipais de 07 de outubro.

Por Davi Ferraz

 

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