Zé Carlos e Rosemberg se ancarregaram das desculpas. Wagner não foi

ITAPETINGA: Programada com uma semana de antecedência, a esperada carreata dos petistas de Itapetinga, com a presença do candidato Jaques Wagner, acabou se tranformando em um fiasco total. O número reduzido de veículos na carreata (menos de 100), surpreendeu a todos, até mesmo ao mais cético dos oposicionistas. Nas ruas em que passaram, em carro aberto, Wagner e seus companheiros foram recebidos com indiferença, sem qualquer manifestação de entusiasmo por parte da população. Em algumas ruas do bairro Nova Itapetinga, populares exibiam panos pretos nas portas e janelas das casas, em sinal de protesto.

Praça vazia ‘espantou’ o governador. Os poucos militantes ficaram frustrados

Enquanto Wagner e seus companheiros de chapa desfilavam sob os olhares desconfiados da população, o locutor oficial da prefeitura anunciava em um mini-trio, que o governador faria um pronunciamento em frente à prefeitura municipal, onde uma “multidão” estaria à sua espera. Na verdade, a anunciada “multidão” não passava de um punhado de servidores municipais e algumas mulheres e crianças, pagas para segurar bandeiras. O vexame não foi maior porque Wagner foi alertado a tempo por sua assessoria, fazendo com que ele abortasse a programação do prefeito Zé Carlos e seguisse direto para o aeroporto.

Na praça, a decepção dos petistas foi geral, cabendo ao atrapalhado prefeito e seu candidato Rosemberg Pinto ‘segurarem o pepino’, em um palanque com apenas dois oradores. Ninguém mais ousou subir no palanque, nem mesmo o vereador ‘entrão’, Romildo Teixeira.

Na comitiva do governador estavam Oto Alencar, Lídice da Mata, Walter Pinheiro, dep. Geraldo Simões, dep. Waldenor Pereira, Rosemberg Pinto, José Raimundo, além de prefeitos, vereadores e cabos eleitorais de toda a região. Parodiando Lula, ‘nunca na história política de Itapetinga se viu um vexame tão grande’.

Davi Ferraz