Com rejeição nas alturas, Zé Carlos perde até para ele mesmo

 

ITAPETINGA: Mesmo sendo o franco favorito no processo de escolha dentro do PT, devido à intervenção da Executiva Estadual do partido a seu favor, Zé Carlos e seus adeptos soltaram foguetes para comemorar a confirmação da sua candidatura à reeleição e o fim de um enorme vexame, como se tivessem conquistado uma grande vitória eleitoral. Não há nada o que comemorar. Muito pelo contrário, a hora é de contabilizar o tamanho do prejuízo.

Com a disputa aberta travada entre os dois grupos, a oposição se fortaleceu em cima das contradições petistas e da constatação de que as coisas vão de mal a pior dentro na administração municipal. Vieram à tona vários fatores desfavoráveis, como a enorme rejeição á administração Zécarlista, aferida nas pesquisas do próprio PT,  que serviram de base para a escolha do pré-candidato.

Nelas, Zé Carlos conseguiu a proeza de perder para ele mesmo, ou seja, tem mais de 65%  de rejeição à sua administração, o que o coloca em situação de desespero eleitoral. Está com um pé na cova e o outro na casca de banana. Nos bairros populares como as Vilas, Américo Nogueira, Quintas do Morumbi e Quintas do Sul, a rejeição ao seu governo é superior a 70%. O governo só tem avaliação positiva (cerca de 62% a favor) no distrito de Palmares, devido ao milagre da água, mas o colégio eleitoral do distrito representa menos de 1% do eleitorado do município e nada decide.

No confronto direto com os outros pré-candidatos, Zé Carlos perde para todo mundo, inclusive para Zé Otávio e Michel Hagge, que estão fora do páreo. Os três fatores determinantes para a sua rejeição, segundo as ‘consultas populares’ do PT, são: o escândalos das denúncias envolvendo o secretário Zenóbio Cirqueira & Cia; a inaptidão de Zé Carlos para o trabalho; e o fracasso na execução das obras da Avenida Júlio Rodrigues, o que não é nenhuma novidade.

Assim, fica constatado que a disputa de Zé Carlos não é com a oposição, mas com ele mesmo e sua desastrada equipe de governo. Resta às oposições, criarem juízo e se entenderem, para não ressuscitarem o natimorto José Carlos Moura. A disputa vai ser acirrada e o ‘vale tudo’ de 2008 pode ser reeditado. Alguém duvida?

Por Davi Ferraz

 

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