Cerca de 3 mil trabalhadores demitidos pelo Grupo Casas Bahia ainda aguardam o recebimento das verbas rescisórias. Após entrar com pedido de recuperação judicial, em 16 de agosto, a empresa incluiu os funcionários desligados na lista de credores, fazendo com que os valores ficassem condicionados ao andamento do processo de recuperação da dívida estimada em R$ 17,3 bilhões.

A onda de demissões começou três dias antes do pedido de recuperação judicial e foi acompanhada pelo fechamento de 298 lojas em todo o país. Segundo relatos de funcionários, além das verbas rescisórias, também há dificuldades para acessar benefícios como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego.

Enquanto isso, as demissões coletivas são questionadas na Justiça. O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta, negou um pedido da empresa para suspender a decisão que interrompeu os desligamentos contestados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

Com isso, permanece válida, de forma provisória, a determinação para que os vínculos de emprego e os benefícios dos trabalhadores atingidos sejam restabelecidos. Novas demissões também estão proibidas sem acordo prévio com o sindicato. O Grupo Casas Bahia ainda aguarda a análise de um recurso pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10

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