ELEIÇÕES | DISPUTA PELA VICE DE JERÔNIMO PODE EMPURRAR MDB DE GEDDEL PARA ACM NETO

A tensão que se instalou na base governista da Bahia após a abertura da disputa pela vice-governadoria na chapa de 2026, tem tudo para empurrar o MDB de Geddel e Lúcio para os braços de ACM Neto. O MDB cobra lealdade por parte do PT, enquanto a ‘chapa sangue puro’, sem pena nem dó, joga os irmãos Vieira Lima e o atual vice Geraldinho, para escanteio público.
A faísca veio depois que o governador Jerônimo Rodrigues confirmou conversas com o senador Otto Alencar sobre a possibilidade de o PSD ocupar espaço na majoritária. O detalhe é que a vice já está nas mãos do MDB, com Geraldo Júnior.
Nos bastidores, três nomes do PSD passaram a circular como possíveis alternativas: Ivana Bastos, Adolfo Menezes e Alex da Piatã, todos ligados ao grupo político de Otto.
O debate ganhou força depois de um episódio considerado incômodo dentro da base: uma mensagem crítica ao ministro Rui Costa compartilhada por Geraldo Júnior em um grupo político. O gesto foi interpretado como ruído interno e acabou servindo de combustível para quem já defendia rediscutir a composição da chapa.
Mas um detalhe tem chamado ainda mais atenção nesse enredo: o silêncio dos irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima.
Conhecidos por reagirem rapidamente quando o espaço do MDB é colocado em xeque, os dois têm adotado uma postura mais reservada nos últimos dias. Na política, silêncio raramente significa ausência, muitas vezes é apenas observação estratégica antes do movimento seguinte.
Nos bastidores, o MDB lembra que possui forte capilaridade no interior da Bahia e que ajudou a sustentar a aliança governista em momentos delicados. Por isso, qualquer tentativa de retirar o partido da vice é vista internamente como um gesto de deslealdade política.
Enquanto isso, a oposição liderada por ACM Neto acompanha o cenário com atenção. Em política, quando a base começa a discutir espaços, quem está do outro lado do campo costuma agradecer.
Jerônimo promete definir a chapa ainda em março. Até lá, a disputa pela vice continua aberta, e o silêncio dos Vieira Lima pode dizer mais sobre o próximo movimento do MDB do que qualquer discurso público.


















