O movimento do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de abrir diálogo com o deputado federal Elmar Nascimento (Uniã Brasil) para a vaga de vice em 2026 caiu como uma bomba no MDB baiano. Neste domingo (29), o ex-ministro Geddel Vieira Lima reagiu publicamente, disse que foi surpreendido pela imprensa e elevou o tom contra qualquer tentativa de “intervenção” na chapa majoritária.

As informações iniciais foram publicadas pelos jornalistas Carolina Papa e Lula Bonfimm, do bahia.ba, e ganharam novos contornos após manifestação direta de Geddel nas redes sociais.

“Ninguém me procurou”, diz Geddel

Em declaração ao bahia.ba, Geddel foi direto: afirmou que não foi consultado sobre o convite feito por Jerônimo a Elmar e que sequer houve diálogo com o MDB.

“Ninguém me procurou para falar nada de vice”, disse o cacique, deixando claro o desconforto com a condução das articulações no entorno do Palácio de Ondina.

O convite a Elmar foi confirmado pelo próprio Jerônimo, que admitiu conversas e sinalizou a tentativa de ampliar a base política visando 2026.

Diante da repercussão, Geddel revelou que tomou a iniciativa de procurar Elmar Nascimento. A conversa, segundo ele, foi franca, mas acompanhada de um recado político contundente.

Em publicação no Instagram, o emedebista afirmou que o MDB está aberto a novos quadros, mas não aceita imposições externas:

“O MDB estará sempre aberto a quem quiser participar como militante, mas hermeticamente fechado aos que imaginam que o partido pode servir de barriga de aluguel.”

A fala é interpretada nos bastidores como um recado direto ao entorno de Elmar e também ao próprio governo estadual.

Defesa de Geraldo Júnior

Geddel foi além e reforçou que o MDB já tem posição definida: o atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB) é o nome natural para compor novamente a chapa.

Segundo ele, o partido apoiou Jerônimo desde o início, quando a candidatura ainda era considerada frágil, e entrou “por inteiro” na aliança.

“Não dá para entrar no MDB e já sentar na janela”, disparou, em outro trecho da publicação.

O cacique ainda deixou claro que o partido não pretende negociar a vaga de vice, embora reconheça que mudanças podem ocorrer por decisão unilateral do governador, o que classificou como possível “ato de força”.

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