:: 11/mar/2026 . 9:00
LONGE DAS BRIGAS POR ESPAÇO, CARLOS SODRÉ AVANÇA NA DISPUTA PELO SENADO NA BAHIA

Enquanto as cúpulas políticas continuam embaraçadas num indisfarçável cipoal de brigas, o advogado Carlos Sodré avança com estratégica discrição na construção de sua candidatura ao Senado da República.
Após realizar articulações em todo o Grande Sul do Estado, promoveu contatos importantes alinhavando a sua candidatura em todas as demais regiões do Estado, onde é muito conhecido e mantém antigas relações e vínculos.
Semana passada, iniciou por Itapetinga e Vitória da Conquista, intensas e estratégicas conversações no Sudoeste baiano cujos desdobramentos lhe ensejaram conquistar apoios em catorze outros municípios onde os ventos da mudança trazem acentuado desejo de renovação da representação política, por um eleitorado cada vez mais esclarecido.
Sodré está tecendo importante movimento do interior para a capital onde é muito bem relacionado.
Pelo trabalho que realiza, aliado ao preparo intelectual, credibilidade e livre trânsito político, social e profissional, tende a surpreender. //Ascom
ELEIÇÕES | DISPUTA PELA VICE DE JERÔNIMO PODE EMPURRAR MDB DE GEDDEL PARA ACM NETO

A tensão que se instalou na base governista da Bahia após a abertura da disputa pela vice-governadoria na chapa de 2026, tem tudo para empurrar o MDB de Geddel e Lúcio para os braços de ACM Neto. O MDB cobra lealdade por parte do PT, enquanto a ‘chapa sangue puro’, sem pena nem dó, joga os irmãos Vieira Lima e o atual vice Geraldinho, para escanteio público.
A faísca veio depois que o governador Jerônimo Rodrigues confirmou conversas com o senador Otto Alencar sobre a possibilidade de o PSD ocupar espaço na majoritária. O detalhe é que a vice já está nas mãos do MDB, com Geraldo Júnior.
Nos bastidores, três nomes do PSD passaram a circular como possíveis alternativas: Ivana Bastos, Adolfo Menezes e Alex da Piatã, todos ligados ao grupo político de Otto.
O debate ganhou força depois de um episódio considerado incômodo dentro da base: uma mensagem crítica ao ministro Rui Costa compartilhada por Geraldo Júnior em um grupo político. O gesto foi interpretado como ruído interno e acabou servindo de combustível para quem já defendia rediscutir a composição da chapa.
Mas um detalhe tem chamado ainda mais atenção nesse enredo: o silêncio dos irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima.
Conhecidos por reagirem rapidamente quando o espaço do MDB é colocado em xeque, os dois têm adotado uma postura mais reservada nos últimos dias. Na política, silêncio raramente significa ausência, muitas vezes é apenas observação estratégica antes do movimento seguinte.
Nos bastidores, o MDB lembra que possui forte capilaridade no interior da Bahia e que ajudou a sustentar a aliança governista em momentos delicados. Por isso, qualquer tentativa de retirar o partido da vice é vista internamente como um gesto de deslealdade política.
Enquanto isso, a oposição liderada por ACM Neto acompanha o cenário com atenção. Em política, quando a base começa a discutir espaços, quem está do outro lado do campo costuma agradecer.
Jerônimo promete definir a chapa ainda em março. Até lá, a disputa pela vice continua aberta, e o silêncio dos Vieira Lima pode dizer mais sobre o próximo movimento do MDB do que qualquer discurso público.
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