:: 22/jan/2026 . 17:36
PISO SALARIAL DOS PROFESSORES TERÁ REAJUSTE DE 5,4% E VAI A R$ 5.130,63/40 HORAS

O piso salarial nacional dos profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 5.130,63 em 2026. A atualização foi determinada por Medida Provisória (MP) assinada nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reajustou o valor em 5,4% em relação ao piso anterior.
Com a medida, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para a rede pública de ensino em todo o país, considerando jornada semanal de 40 horas. O percentual representa ganho real de 1,5% acima da inflação, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2025 ficou em 3,9%.
A legislação federal estabelece que o piso é o patamar mínimo que os professores devem receber no Brasil. Pela norma, o reajuste anual deve ser calculado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da variação da receita real do Fundeb nos cinco anos anteriores, sempre garantindo que o valor não fique abaixo da inflação.
No ano passado, seguindo os mesmos critérios, o reajuste foi de 6,27%. As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por estados e prefeituras, com recursos do Fundeb e complementações da União.
Por ser uma Medida Provisória, a nova regra tem validade imediata, mas ainda dependerá de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitiva. A MP será publicada na próxima edição do Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (22).
COM ALTA REJEIÇÃO DE JERÔNIMO, LULA SINALIZA QUE RUI COSTA DEVE DISPUTAR O GOVERNO DA BAHIA PELO PT

O sinal de alerta acendeu no Palácio do Planalto. Diante da alta reprovação que amarga o governo de Jerônimo Rodrigues, o presidente Lula já começou a desenhar o tabuleiro de 2026. Em uma conversa de bastidores com o ministro Rui Costa, revelada pelo Informe Baiano, ficou nítida a intenção de sacrificar a reeleição de Jerônimo para trazer o “correria” de volta à disputa estadual.
Essa movimentação tem um motivo claro: o medo real de que ACM Neto consiga, finalmente, levar o caneco e encerrar o ciclo petista na Bahia. Após 20 anos de hegemonia do grupo, o desgaste da atual gestão abriu uma avenida para a oposição. Lula sabe que, se mantiver o nome de Jerônimo, corre o risco de entregar as chaves do Palácio de Ondina nas mãos de Neto de bandeja.
A estratégia de trazer Rui Costa é a tentativa desesperada de evitar que o favoritismo de
ACM Neto se consolide e que o grupo perca o seu maior reduto eleitoral no Brasil.
POLÍTICA | ENCONTRO ENTRE GEDDEL E ZÉ RONALDO É INTERPRETADO COMO RECADO AO PALÁCIO DE ONDINA

O encontro entre o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União), ocorrido nesta terça-feira (20), na residência do cacique emedebista em Salvador, foi interpretado por integrantes do governo Jerônimo Rodrigues (PT) como um gesto político calculado. Nos bastidores, a leitura predominante é a de que o ex-ministro buscou sinalizar que o partido dele mantém alternativas caso não seja preservado o espaço na chapa majoritária.
A avaliação no núcleo do governo é de que Geddel quis deixar claro que, se o MDB perder a indicação da vice, pode fazer movimento oposto ao de 2022 e retornar à oposição. O alerta ocorre em meio às negociações do PT com o PSD sobre a composição para o Senado, que passaram a pressionar diretamente o espaço ocupado hoje pelo vice-governador Geraldo Júnior (MDB), cuja reeleição é defendida pelos irmãos Vieira Lima.
Além disso, um novo fator passou a preocupar o MDB, embora em menor grau: a iminente filiação do prefeito de Jequié, Zé Cocá, ao PSB. Com densidade eleitoral superior à de Geraldo Júnior, Cocá surge como aposta de setores socialistas para a vice, ampliando a disputa interna e reduzindo a margem de conforto dos emedebistas.
Publicamente, Geddel e José Ronaldo minimizaram o encontro, afirmando que a conversa não tratou de alianças ou filiações, mas apenas de política de forma genérica. Ainda assim, as especulações ganharam corpo. Uma delas aponta que o prefeito teria sinalizado abertura para levar o MDB de volta à oposição, com eventual alinhamento à chapa liderada por ACM Neto. Nesse caso, José Ronaldo seria vice como emedebista.
Outra especulação que surgiu a partir do encontro, considerada mais palatável ao Palácio, indica que José Ronaldo poderia ser sondado para compor como vice em uma eventual chapa governista, pelo MDB.
Alguns fatores alimentaram as especulações, sobretudo o fato de José Ronaldo ter se encontrado com o cacique emedebista após se reunir com o prefeito Bruno Reis (União), no Palácio Thomé de Souza.
No governo, a aposta é claramente na segunda hipótese. A primeira é vista como improvável, diante do espaço que o MDB ocupa atualmente na administração estadual. Ainda assim, aliados de Jerônimo admitem, em tom reservado, que quando se trata dos irmãos Vieira Lima, convém atenção redobrada: o silêncio, muitas vezes, fala mais alto que o discurso.
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