A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu uma condenação de 80 anos de prisão ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso na Papuda desde 2017. Mas, essa condenação pode ser reduzida a, no máximo 20 anos, se o voto do ministro do STF, Edson Fachin, for seguido por mais dois outros quatro integrantes da Segunda Turma da Corte.

Segundo a coluna Satélite, do jornal Correio*, apesar de rejeitar a maioria das teses apresentadas pela defesa de Geddel, Fachin acolheu um argumento tido como crucial: a de que não houve o chamado concurso material, ou seja, vários crimes de lavagem de dinheiro, como alega a PGR, mas apenas um.

Assim, como a punição por lavagem varia de 3 a 10 anos, aumentada em até dois terços, caso o delito seja cometido de forma reiterada, Geddel pode ter a pena reduzida em mais de 75% do que pedia a acusação.

A rejeição da tese de concurso material também abre espaço para que o ex-ministro deixa o regime fechado em breve, já que está há mais de dois anos na Papuda e o tempo de prisão já cumprido seria descontado do total. Além disso, Geddel tem feitos cursos a distância, o que reduz ainda mais a pena e os prazos para progressão ao semiaberto.