
{"id":4212,"date":"2011-04-08T10:50:50","date_gmt":"2011-04-08T13:50:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sudoestehoje.com.br\/novoportal\/?p=4212"},"modified":"2011-04-08T10:50:50","modified_gmt":"2011-04-08T13:50:50","slug":"por-que-votamos-contra-o-desarmamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sudoestehoje.com.br\/novoportal\/2011\/04\/08\/por-que-votamos-contra-o-desarmamento\/","title":{"rendered":"POR QU\u00ca VOTAMOS CONTRA O DESARMAMENTO?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ibahia.globo.com\/recursos\/BancoImagens\/%7BB8F1F73C-C150-4DF3-8583-253E37567CE3%7D_armas_interna.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Somente armas imprest\u00e1veis foram devolvidas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O referendo<strong> <\/strong>sobre a<strong> <\/strong>proibi\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o de armas de fogo e muni\u00e7\u00f5es, ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005, n\u00e3o permitiu que o <em>artigo 35<\/em> do\u00a0Estatuto do Desarmamento (Lei 10826 de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Tal artigo apresentava a seguinte reda\u00e7\u00e3o: &#8220;<em><strong>art. 35<\/strong> &#8211; \u00c9 proibida a comercializa\u00e7\u00e3o de\u00a0arma de fogo\u00a0e muni\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6\u00ba desta Lei<\/em>&#8220;.\u00a0<\/p>\n<p>No artigo 2\u00ba deste decreto ficava estipulado que a consulta popular seria feita com a seguinte quest\u00e3o: <em>&#8220;O com\u00e9rcio de armas de fogo e muni\u00e7\u00e3o deve ser proibido no Brasil?&#8221;.<\/em> No in\u00edcio da campanha, que foi realizada nos moldes das elei\u00e7\u00f5es normais, a vit\u00f3ria da proposta contida no\u00a0Estatuto parecia uma verdadeira &#8216;barbada&#8217;, pois ningu\u00e9m de &#8216;bom senso&#8217;\u00a0poderia ir de encontro\u00a0\u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de armas no pa\u00eds.\u00a0Era o que parecia, mas n\u00e3o foi o que aconteceu.<\/p>\n<p>Sedento de lucros, entrou em cena o lobby\u00a0da ind\u00fastria de armamentos, com uma campanha cara e pesada\u00a0na TV, r\u00e1dio e jornais, que acabou massificando a id\u00e9ia de que todo cidad\u00e3o &#8216;necessitava&#8217; de uma arma em sua resid\u00eancia, para sua pr\u00f3pria &#8216;seguran\u00e7a&#8217;.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que o jogo virou. Os &#8216;esclarecidos&#8217; cidad\u00e3os brasileiros,\u00a0como que hipnotizados\u00a0pelas rica propaganda veiculada na TV, votaram pelo &#8220;n\u00e3o&#8221;, aposentando de vez o art. 35 do Estatuto do Desarmamento, para\u00a0alegria a gl\u00f3ria dos poderosos fabricantes de armas. O resultado final foi de 59.109.265 votos rejeitando a proposta (63,94%), enquanto 33.333.045 votaram pelo &#8220;sim&#8221; (36,06%).<\/p>\n<p>Da\u00ed por diante, as repetidas campanhas de desarmamentos que se seguiram de nada adiantaram, pois as armas que foram entregues \u00e0 Pol\u00edcia Federal n\u00e3o passaram, na sua maioria, de velhas &#8216;garruchas&#8217;, pistolas de 2 canos, espingardas de ca\u00e7ador, e revolveres velhos de calibre 22, que nem os pivetes qurem usar para praticarem seus rotineiros assaltos.<\/p>\n<p>Ficamos, desta forma, com o suposto &#8216;direito&#8217; de possuir armas em casa, mas sem podermos port\u00e1-las, enquanto que os bandidos, do mais reles ao mais sofisticado, possuem cole\u00e7\u00f5es das mais modernas armas, nacionais e importadas, que carregam na cintura quase que abertamente, para us\u00e1-las contra crian\u00e7as, idosos, mulheres e homens de bem.<\/p>\n<p>E lembrar que fomos n\u00f3s que demos a eles esse &#8216;direito&#8217;&#8230;<\/p>\n<p><em><strong>Por DAVI FERRAZ<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somente armas imprest\u00e1veis foram devolvidas \u00a0 O referendo sobre a proibi\u00e7\u00e3o da comercializa\u00e7\u00e3o de armas de fogo e muni\u00e7\u00f5es, ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005, n\u00e3o permitiu que o artigo 35 do\u00a0Estatuto do Desarmamento (Lei 10826 de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. 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