
{"id":24907,"date":"2013-03-11T09:39:25","date_gmt":"2013-03-11T12:39:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sudoestehoje.com.br\/novoportal\/?p=24907"},"modified":"2013-03-11T09:39:25","modified_gmt":"2013-03-11T12:39:25","slug":"fantastico-mostra-falta-de-higiene-e-crueldade-nos-abatedouros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sudoestehoje.com.br\/novoportal\/2013\/03\/11\/fantastico-mostra-falta-de-higiene-e-crueldade-nos-abatedouros\/","title":{"rendered":"FANT\u00c1STICO MOSTRA FALTA DE HIGIENE E CRUELDADE NOS ABATEDOUROS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.amambainoticias.com.br\/media\/images\/4778\/37546\/513d44b85fc1bad2fd08eb3ddf91d06dd054df0a61d85.jpg\" width=\"400\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Abate bovino virou caso de sa\u00fade p\u00fablica<\/em><\/p>\n<p><strong><em>G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os rep\u00f3rteres do Fant\u00e1stico percorreram abatedouros pelo Brasil e comprovaram total falta de higiene e extrema crueldade no abate do gado em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds.\u00a0Estimativas obtidas pelo Fant\u00e1stico indicam que 30% da carne brasileira \u00e9 produzida sem fiscaliza\u00e7\u00e3o. A reportagem de Fabio Castro e Monica Marques mostra uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, que merece a aten\u00e7\u00e3o das autoridades.<\/p>\n<p>Animais mortos com marretas e at\u00e9 com uma espingarda. Restos de carnes espalhados entre cachorros e porcos. Funcion\u00e1rios fumando, sem camisas e cortando o gado com um machado.\u00a0Assim funcionam os abatedouros que fornecem 30% da carne que vai pra mesa do brasileiro, segundo estimativas dos produtores.<!--more--><\/p>\n<p>O Brasil tem um rebanho de 200 milh\u00f5es de cabe\u00e7as de gado. \u00c9 o maior exportador de carne bovina do mundo. Essas cenas foram flagradas, com c\u00e2meras escondidas, em abatedouros municipais e estaduais legalizados.<\/p>\n<p>S\u00e3o parte de um trabalho realizado pela ONG Amigos da Terra, uma organiza\u00e7\u00e3o mundial que denuncia problemas ambientais.<\/p>\n<p>\u201cEm estados que t\u00eam 50% do rebanho nacional, a gente estima que seja aproximadamente dois ter\u00e7os dos empreendimentos operando irregularmente e gerando um ter\u00e7o da carne consumida dentro do Brasil\u201d, declara Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra.<\/p>\n<p>Duzentos e oitenta abatedouros foram visitados em oito estados brasileiros. Nesses lugares, a higiene \u00e9 o problema mais grave.<\/p>\n<p>Em Jeriquara, no interior de S\u00e3o Paulo, uma s\u00e9rie de irregularidades sanit\u00e1rias. Os funcion\u00e1rios cortam a carca\u00e7a sem usar luvas ou uniformes.<\/p>\n<p>De acordo com a lei, todos os funcion\u00e1rios devem usar luvas, m\u00e1scaras e botas.<\/p>\n<p>\u201cA raz\u00e3o \u00e9 sa\u00fade p\u00fablica. O objetivo \u00e9 garantir que o produto tenha a menor oportunidade de contamina\u00e7\u00f5es ou qualquer perigo \u00e0 sa\u00fade das pessoas\u201d, diz Enio Marques, secret\u00e1rio da Defesa Agropecu\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Agricultura<\/p>\n<p>O abatedouro de Jeriquara \u00e9 municipal. E segundo o prefeito, n\u00e3o poderia estar sendo usado para abates.<\/p>\n<p>\u201cTeve uma suspens\u00e3o. Foi parado, as atividades aqui. E n\u00e3o sei por que motivo ela est\u00e1 sendo retornada. Eu vou determinar imediatamente a suspens\u00e3o do uso deste recinto\u201d, conta Sebasti\u00e3o Henrique Dalpiccolo, prefeito de Jeriquara.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no interior de S\u00e3o Paulo, em Parapu\u00e3, outro problema comum nos abatedouros do pa\u00eds: animais s\u00e3o cortados no ch\u00e3o, onde a carne acaba sendo contaminada.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s baixamos um decreto municipal interditando o matadouro por 15 dias para que a gente possa buscar adequar ele \u00e0s normas da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria\u201d, diz Samir Pernomian, prefeito de Parapu\u00e3.<\/p>\n<p>No ch\u00e3o do matadouro h\u00e1 insetos mortos, po\u00e7as de sangue secas e fezes de ratos.<\/p>\n<p>Um ex-funcion\u00e1rio do abatedouro mostrou ao Fant\u00e1stico as irregularidades.<\/p>\n<p>\u201cSem nada, do jeito que est\u00e1. Roupa normal, n\u00e3o tem uma luva, n\u00e3o tem nada. Nada, nada. M\u00e1scara, nada, nada. Ergue no balan\u00e7\u00e3o aqui. Com essa m\u00e3o suja que voc\u00ea j\u00e1 veio aqui e pegou aqui tudo enferrujado, voc\u00ea vai l\u00e1 e encosta no animal. Rato tinha demais. Rato a\u00ed, Ave Maria, tem muito. S\u00f3 rato grande\u201d, declara o motorista Alexandro Roberto Santos.<\/p>\n<p>Alguns abatedouros atraem animais ainda maiores. Em Bra\u00fana, cachorros e gatos comem os restos dos abates.<\/p>\n<p>Antes de ser eleito prefeito de Bra\u00fana, Vander Bosco era o veterin\u00e1rio respons\u00e1vel pelo abate.<\/p>\n<p>\u201cAqui precisa mudar quase toda a estrutura, ter a higieniza\u00e7\u00e3o melhor. \u00c9 deficit\u00e1rio. A prefeitura n\u00e3o tem capacidade de melhorar. Tem que ter incentivo do governo\u201d, declara Vander Bosco, prefeito de Bra\u00fana e veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em Lavras do Sul, no Rio Grande do Sul, porcos s\u00e3o criados no p\u00e1tio do local onde o gado \u00e9 morto.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:\u00a0<\/strong>O que voc\u00eas jogam aqui pra eles?<br \/>\n<strong>Funcion\u00e1rio:\u00a0<\/strong>Aquelas buchadas ali, v\u00eam tudo pra c\u00e1.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:\u00a0<\/strong>E eles comem tudo?<br \/>\n<strong>Funcion\u00e1rio:<\/strong>\u00a0Comem tudo.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:<\/strong>\u00a0E n\u00e3o pode ter contamina\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<strong>Funcion\u00e1rio:<\/strong>\u00a0Ah, pode.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em Mato Grosso do Sul, outro estado grande produtor, encontramos abatedouros em mau estado. Al\u00e9m de restos de animais pelo ch\u00e3o, as paredes n\u00e3o t\u00eam acabamento, faltam portas e a fia\u00e7\u00e3o el\u00e9trica fica solta.<\/p>\n<p>Procuradas pelo Fant\u00e1stico, as secretarias de agricultura de Eldorado e Maracaju disseram que v\u00e3o fechar esses locais.<\/p>\n<p>O Fant\u00e1stico esteve em uma rua da cidade de Itaj\u00e1, em Goi\u00e1s, quase na divisa com Mato Grosso do Sul. E em um pr\u00e9dio funciona um abatedouro. J\u00e1 chegou a ser fechado, mas que voltou a funcionar atrav\u00e9s de uma liminar da Justi\u00e7a. Os animais s\u00e3o mortos com marretas e cortados no ch\u00e3o. Ningu\u00e9m usa luvas ou m\u00e1scaras.<\/p>\n<p>Nossa equipe acompanhou a distribui\u00e7\u00e3o da carne, logo ap\u00f3s o abate. O produto sai da ind\u00fastria sem passar pelo resfriamento, que \u00e9 obrigat\u00f3rio. Fica numa caixa sem refrigera\u00e7\u00e3o e \u00e9 carregada numa esp\u00e9cie de tambor pl\u00e1stico, sem tampa. O veterin\u00e1rio contratado pela prefeitura para coordenar o processo de abate diz que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 provis\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cDeu um problema no nosso motor do resfriador da c\u00e2mara fria\u201d, diz o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Outra pr\u00e1tica comum nos matadouros pelo Brasil \u00e9 o abate cruel. De novo em Jeriquara, flagramos cenas de barb\u00e1rie. Um funcion\u00e1rio conduz o boi para a entrada do abatedouro. O animal para, se deita, e \u00e9 chutado pelo homem.<\/p>\n<p>Como o boi n\u00e3o segue para o local de abate, o homem usa uma outra t\u00e9cnica. Ele morde o rabo.<\/p>\n<p>Pouco depois, outro homem se aproxima com uma espingarda e abate o boi com um tiro. Um procedimento obviamente irregular.<\/p>\n<p>O homem que usou a espingarda \u00e9 Daniel Silva, dono de um a\u00e7ougue em Jeriquara.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:<\/strong>\u00a0Como voc\u00eas matam o boi?<br \/>\n<strong>Daniel:<\/strong>\u00a0Na marreta.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:\u00a0<\/strong>E o que voc\u00eas usam pra cortar?<br \/>\n<strong>Daniel:\u00a0<\/strong>Corta no machado.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:<\/strong>\u00a0O senhor consegue reconhecer se uma carne est\u00e1 com alguma doen\u00e7a?<br \/>\n<strong>Daniel:<\/strong>\u00a0N\u00e3o. N\u00e3o consigo.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:<\/strong>\u00a0Ent\u00e3o, o senhor pode estar comercializando uma carne com doen\u00e7a?<br \/>\n<strong>Daniel:<\/strong>\u00a0N\u00e3o, n\u00e3o sei.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:<\/strong>\u00a0O abatedouro nunca foi fiscalizado nesses 15 anos?<br \/>\n<strong>Daniel:\u00a0<\/strong>N\u00e3o, nunca foi. Nunca teve veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00c9 obrigat\u00f3ria a presen\u00e7a de um veterin\u00e1rio durante todo o processo de abate dos animais.<\/p>\n<p>Na cidade de rolante, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, o veterin\u00e1rio respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o admite que n\u00e3o vai ao matadouro.<\/p>\n<p>\u201cEu treinei o pessoal l\u00e1 dentro. Eles fazem o meu servi\u00e7o l\u00e1 dentro. Deu problema, eles me ligam: \u2018\u00d3, fiscal, vem a\u00ed que n\u00f3s tamo com problema a\u00ed\u2019\u201d, diz o veterin\u00e1rio..<\/p>\n<p>E, discretamente, o veterin\u00e1rio confessa que \u00e9 conivente com abates sem nota fiscal.<\/p>\n<p>\u201cMatamos 50 na semana. Se matar cinco sem nota, quem \u00e9 que vai perceber? Ent\u00e3o, fecha o olho um pouquinho\u201d.<\/p>\n<p>Procurado pelo Fant\u00e1stico, o veterin\u00e1rio negou tudo: \u201cO abate n\u00e3o pode ser feito sem eu estar aqui\u201d.<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo, a mesma coisa.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:\u00a0<\/strong>Tem veterin\u00e1rio?<br \/>\n<strong>Alexandro:\u00a0<\/strong>Tem veterin\u00e1rio. S\u00f3 que deu o hor\u00e1rio, sete e meia, oito horas, ele vai embora. Ele deixava o carimbo l\u00e1 em cima pra carimbar a carne, dizendo que foi ele que carimbou, sendo que era eu mesmo que ia l\u00e1 e carimbava. Pra que? Se a pol\u00edcia parasse eu na pista, tinha l\u00e1 o carimbo.<\/p>\n<p>Por telefone, o Fant\u00e1stico procurou o veterin\u00e1rio do matadouro de Parapu\u00e3, Marcelo Moretti. Ele n\u00e3o quis gravar entrevista.<\/p>\n<p>Mesmo os a\u00e7ougueiros que usam os abatedouros municipais n\u00e3o s\u00e3o capacitados para identificar problemas na carne.<\/p>\n<p><strong>Fant\u00e1stico:\u00a0<\/strong>Voc\u00ea sabe olhar uma carne e verificar se ela tem alguma doen\u00e7a?<br \/>\n<strong>Jo\u00e3o Paulo Pereira:\u00a0<\/strong>N\u00e3o saberia te falar direitinho, n\u00e3o.<br \/>\n<strong>Fant\u00e1stico:\u00a0<\/strong>Ent\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o acha que pode estar vendendo uma carne com essas doen\u00e7as?<br \/>\nJo\u00e3o Paulo Pereira: Quem sabe&#8230; vai saber&#8230;<\/p>\n<p>E essas doen\u00e7as podem ser graves. A principal delas \u00e9 a cisticercose, que ataca o c\u00e9rebro, provoca convuls\u00f5es e dist\u00farbio de comportamento.<\/p>\n<p>Ten\u00edase infecta os intestinos. Causa dores, n\u00e1useas e perda de peso.<\/p>\n<p>Listeriose causa febre, dores de cabe\u00e7a e pode provocar abortos em gr\u00e1vidas.<\/p>\n<p>Toxoplasmose provoca problemas no f\u00edgado, pulm\u00e3o e cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tuberculose, que causa problemas nos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cDe todas as tuberculoses humanas, 10% s\u00e3o por micro-bact\u00e9ria Bovis, que \u00e9 uma bact\u00e9ria do boi. Ent\u00e3o \u00e9 fundamental que tenha realmente muita vigil\u00e2ncia e cuidado com esse tipo de alimento\u201d, alerta Leandro Teles, m\u00e9dico do Hospital das Cl\u00ednicas, da USP.<\/p>\n<p>A venda da carne para a popula\u00e7\u00e3o precisa respeitar normas de armazenamento. O consumidor deve procurar saber a origem da carne. Se for processada por frigor\u00edficos fiscalizados, ela \u00e9 segura.<\/p>\n<p>No frigor\u00edfico, o gado n\u00e3o vai direto para o abate. Ele fica nos currais entre 12 e 24 horas descansando. O animal n\u00e3o se alimenta mais, apenas ingere \u00e1gua. Segundo os veterin\u00e1rios, esse processo faz parte de um trabalho de controle de qualidade da carne.<\/p>\n<p>O correto \u00e9 que o animal passe por exames. Depois do abate, a carca\u00e7a n\u00e3o pode ter nenhum contato com o ch\u00e3o. Os funcion\u00e1rios t\u00eam 40 minutos para retirar as v\u00edsceras e evitar que a carne seja contaminada por bact\u00e9rias. Seis funcion\u00e1rios fazem a inspe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTodas as carca\u00e7as que saem do sistema de inspe\u00e7\u00e3o t\u00eam um carimbinho do servi\u00e7o federal, municipal ou estadual\u201d, explica Enio Marques, secret\u00e1rio da Defesa Agropecu\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que a dona de casa toque a carne, perceba se n\u00e3o tem alguma coisa pegajosa, se a carne n\u00e3o est\u00e1 viscosa. \u00c9 importante apertar para ver se n\u00e3o est\u00e1 dura demais, ou mole demais. Se voc\u00ea est\u00e1 num local onde voc\u00ea vai comer fora ou n\u00e3o consegue garantir a proced\u00eancia da carne, \u00e9 fundamental que voc\u00ea n\u00e3o consuma carne mal passada\u201d, alerta o m\u00e9dico Leandro Teles.<\/p>\n<p>\u201cQuando tiver d\u00favida da proced\u00eancia de um produto, entrar em contato com a vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, para que haja uma possibilidade de a\u00e7\u00e3o preventiva, eliminando gradativamente os focos de produ\u00e7\u00e3o clandestina\u201d, declara Enio Marques, secret\u00e1rio da Defesa Agropecu\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Agricultura.<\/p>\n<p>E \u00e9 preciso que a fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte dos munic\u00edpios e estados seja mais rigorosa, inclusive nos abatedouros legalizados.<\/p>\n<p>\u201cPrecisa haver um esfor\u00e7o coletivo das autoridades p\u00fablicas, porque n\u00f3s consideramos como crime. Um crime contra a sa\u00fade p\u00fablica\u201d, diz P\u00e9ricles Salazar, presidente da Abrafrigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abate bovino virou caso de sa\u00fade p\u00fablica G1 Os rep\u00f3rteres do Fant\u00e1stico percorreram abatedouros pelo Brasil e comprovaram total falta de higiene e extrema crueldade no abate do gado em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds.\u00a0Estimativas obtidas pelo Fant\u00e1stico indicam que 30% da carne brasileira \u00e9 produzida sem fiscaliza\u00e7\u00e3o. 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